21 de setembro

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9/11/16 às 10h01 - Atualizado em 24/12/18 às 9h54

Horta comunitária será usada na merenda do CEF 404, em Samambaia

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Plantio é uma das 51 ações do Controladoria na Escola, iniciado na unidade em junho.

Melhorias nos banheiros, iluminação nova nas salas, mais monitores de computador e uma horta orgânica que pode ser usada para complementar a merenda escolar. Esses são alguns dos 51 resultados apresentados pelos estudantes do nono ano do Centro de Ensino Fundamental 404 de Samambaiana manhã desta segunda-feira (7). As ações fazem parte do Controladoria na Escola, programa da Controladoria-Geral do Distrito Federal que está na unidade de ensino desde junho.

Um dos responsáveis pela horta, Alisson Lucas Silva Rocha, de 15 anos, conta que melhorou o desempenho em sala de aula depois da função. “Todos os dias, passo lá para ver como estão as plantas. É um prazer cuidar delas.” Com o sucesso do plantio, o estudante anuncia que as hortaliças já podem ser usadas na merenda, uma grande demanda dos alunos, de acordo com ele. A professora de português Katielle Souza Silva confirma os benefícios da iniciativa. “O cuidado trouxe uma reflexão necessária no aprendizado. Os meninos melhoraram muito em sala de aula”, afirma a educadora.

Durante a apresentação dos resultados consolidados pelos alunos com supervisão da Controladoria-Geral do DF, foram expostos os apontamentosdecorrentes da auditoria cívica que ocorreu na escola em junho. Em setembro, a controladoria levou os primeiros dados apontados pelos estudantes à Secretaria de Educação.

A aluna Geovanna Sampaio de Oliveira, de 14 anos, apresentou os resultados da biblioteca e da sala de informática. “Trocamos as lâmpadas e resolvemos os problemas das tomadas, mas ainda aguardamos a instalação do extintor de incêndio”, explicou.

Outra fiscal entre os estudantes, Thaylane Osório Cortes, de 14 anos, ficou encarregada de expor as melhorias nos banheiros e na quadra de esportes. “Está tudo mais bonito, mais limpo e bem cuidado”, afirmou a estudante, que acrescentou um novo apontamento à lista de afazeres. “Temos que consertar o espelho no banheiro masculino”, adiantou.

Controladoria na Escola no CEF 404 de Samambaia

De acordo com o balanço dos alunos, desde o início do programa foram resolvidos 51 (45%) apontamentos, há 58 (50%) pendentes e outros seis (5%) estão em andamento.

Para o controlador-geral do DF, Henrique Ziller, o resultado é extremamente positivo. “A resposta relativa ao tempo de trabalho foi excepcional”, disse. “Chegamos com a ideia, com o projeto, mas quem fez tudo foram vocês. Estamos muito felizes ao ver de perto o sucesso da iniciativa”, parabenizou Ziller, que entregou certificados aos alunos voluntários.

O diretor da unidade de ensino, Paulo Rogério Ramos Leão, disse estar satisfeito com as consequências do programa e que espera que o entusiasmo dos alunos dure por muito tempo. “Eu aprendo todos os dias com a vontade de vocês em mudar essa escola. Ter consciência da importância de cuidar do que é nosso não tem preço”, disse, emocionado.

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Etapas do programa Controladoria na Escola

A unidade de Samambaia foi a primeira a participar do Controladoria na Escola. O órgão desenvolve o projeto em outras nove escolas no DF escolhidas por estarem em áreas de vulnerabilidade social.

Além do CEF 404, participam o Centro Educacional Incra 9 e o Centro de Ensino Médio 9, em Ceilândia; o Centro Educacional Casa Grande, no Gama; o Centro Educacional do Lago, no Lago Sul; o Centro de Ensino Asa Norte e o Centro de Ensino Médio Elefante Branco, no Plano Piloto; o Centro Educacional 123, em Samambaia; o Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião; e o Centro de Ensino Médio de Taguatingaem Taguatinga. Em 120 dias, a equipe do programa voltará às unidades de ensino auditadas para verificar se os problemas apontados pelos alunos foram solucionados.

O projeto tem quatro etapas. Na primeira, uma peça de teatro mostra aos alunos a importância da participação social na vida pública. Depois, há um debate sobre temas como ética, cidadania e controle feito pela sociedade.

Na terceira parte, os alunos respondem a questionários de avaliação das estruturas, das aulas e dos ambientes próximo às escolas. Na quarta e última fase, os pontos levantados pelos alunos são reunidos em um relatório, que é levado ao órgão competente para que se busquem soluções.

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