28 de maio

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Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
11/10/23 às 8h48 - Atualizado em 11/10/23 às 8h48

Atualmente, solicitações feitas já têm previsão de atendimento nos próximos dias. Equipes da Secretaria de Saúde e do IgesDF trabalham em conjunto para ampliar a oferta dos exames e reduzir a fila, que chegou a 14.573 pacientes em abril deste ano

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Em abril, a lista de espera por um exame chegou a 14.573 mulheres, equivalente à demanda somada de cinco meses e meio. Com os esforços conjuntos, a lista foi zerada no Outubro Rosa. Atualmente, o sistema trabalha com solicitações que já têm previsão de atendimento nos próximos dias. “A lista é dinâmica. Todos os dias entram pacientes novos”, explica a diretora de regulação da Atenção Ambulatorial e Hospitalar da SES-DF, Maria Aurilene Pedroza. A diferença, agora, é que os 11 mamógrafos disponíveis na rede pública estarão prontos para atenderem as mulheres tão logo seja feita a requisição, sem uma espera longa – a média é de 2,5 mil pedidos mensais.

De abril para cá, as unidades da SES-DF e do Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IgesDF) equipadas com mamógrafos organizaram um esforço coletivo para ampliar a quantidade de procedimentos realizados. De abril a maio, o número saltou de 2.384 para 4.214. Em setembro, chegou a 6.078 exames. O plano é manter o serviço com alta capacidade de atendimento durante o Outubro Rosa, quando há aumento da procura por conta da campanha de prevenção ao câncer de mama. No ano passado, por exemplo, foram 4.088 solicitações ao longo do mês.

“Nossos equipamentos de mamografias estão funcionando bem e possuem contrato de manutenção. Deslocamos o esforço de servidores para conseguir aumentar o número de atendimentos”, conta a gerente de Serviços de Apoio Diagnóstico da SES-DF, Jacqueline Moser. Todas as unidades envolvidas se comprometeram a aumentar tanto o número de turnos de atendimento quanto o acolhimento diário de pacientes.

Além do Hmib, a rede pública do DF conta com mamógrafos no hospitais regionais de Samambaia (HRSam).

“A mamografia é um exame fundamental para assegurar o diagnóstico precoce do câncer de mama. A velocidade do atendimento é determinante para o sucesso de um eventual tratamento. Ao conseguirmos manter essa lista de espera praticamente zerada, asseguramos o direito das mulheres do DF a ter acesso à saúde plena”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

Lei determina atendimento

Em abril deste ano, o governador do DF, Ibaneis Rocha, sancionou a Lei nº 7.237/2023, que determina uma lista de prioridades para a realização de mamografias na rede pública. Segundo a norma, mulheres com idade a partir de 40 anos, que tenham histórico familiar de câncer de mama ou nódulos, deverão ser atendidas com prioridade. Também fica garantida a atenção às mulheres que necessitam de avaliações periódicas, às que realizam tratamento contra o câncer e às que precisarem de urgência, conforme determinação médica.

A porta de entrada na rede pública do DF é a rede das 175 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde é realizado o acolhimento por uma equipe de Estratégia Saúde da Família. Na UBS é feito o exame físico e, de acordo com a prioridade, o encaminhamento para a mamografia. É possível saber qual a unidade de referência da mulher por meio de uma busca pelo CEP no portal do InfoSaúde.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira

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